[...] Duas lagartas teceram cada uma o seu casulo. Naquele ambiente protegido, transformaram-se em belíssimas borboletas. Quando estavam prestes a sair e voar livremente, vieram as ponderações. Uma borboleta, sentindo-se frágil, pensou para consigo:"A vida lá fora tem muitos perigos. Poderei ser despedaçada e comida por um pássaro. E mesmo se um predador não me atacar, poderei sofrer com as tempestades. Um raio poderá atingir-me. As chuvas poderão desabar as minhas asas, levando-me a tombar no chão. Além disso, a Primavera está a acabar, e se faltar o néctar? Quem me irá socorrer?"
Augusto Cury
O Vendedor de Sonhos